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Apontadores [III]: Ó que linda rama!

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Quinta das Mogas: Os Podadores de Oliveiras
 Um curto texto sobre uma experiência pessoal na poda de oliveira, com um curioso artigo de memorabilia: sabia que existia um cartão de podador mas não fazia ideia que havia um específico para os que fazem a toilette ás Oliveiras!


Xuxudidi: O Azeite
 Um relato agridoce com o custo do sucesso da primeira colheita própria de azeite. Mas não vale o azeite produzido tradicionalmente mais do que o do supermercado? E não adquire um valor inestimável se sair da nossa terra, através das nossas mãos? Mesmo que tivesse custado 12€/l (preço comercial do litro do tipo "tradicional") invejava a experiência. Fotografia fantástica, como é habitual.


Quinta das Abelhas: A Day at the Olive Mill
Mais um blogger/agricultor em Portugal com a sua experiência de produção própria de azeite, que traz a experiência da espera junto à prensa mais uns desabafos sobre as percentagens de pagamento do lagar ("maquia").


Fruto da Notícia: Recordar outros tempos
Uma detalhada e interessante descrição do processo de produção tradicional de azeite, que não estará hoje assim tão diferente. O meio de processamento é um dos benefícios esquecidos deste óleo- gasta muito pouca energia, os desperdícios (bagaço) são uma boa biomassa/composto, não tem um processo de refinação química, etc. Não sabia que os pobres tinham direito à azeitona que estava caída, podendo respigar.


Jornal de Negócios: Corrida ao Ouro Verde
Uma extensa série de artigos de homenagem ao azeite enquanto símbolo cultural e também como investimento, ainda estou a ler mas já me apercebi de muita informação interessante: não sabia que o melhor azeite é o que está em cima num recipiente ou que a Espanha produz mais de 40% de todo o azeite do mundo, por exemplo.

Público: Grupo de Trabalho queixa-se de falta de dados mas olival intensivo pode não ser prejudicial
  O estudo parece ser inconclusivo mas tende a favor do olival super-intensivo e tradicional sobre o intensivo. A questão do impacto ambiental do azeite é um tema que ainda ando a ler mas não me parece que exista grande comparação possível face a alternativas, em todos os aspectos

Apontadores [II] : Estrume!

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Soil Association Report: "Between a Rock and a Hard Place: Peak Phosphorus and the threat to our food security"

A associação britânica que promove a agricultura biológica elaborou um relatório que dá conta da dependência da agricultura convencional dos nutrientes da indústria extractiva, mais propriamente o fósforo (China 50%, EUA, 30% e Marrocos 25%, controlam quase exclusivamente o recurso, deixando a Europa numa posição mais frágil). Os autores têm um interesse óbvio em demonstrar a vantagem estratégica da Agricultura Biológica, fortemente dependente do estrume como fonte deste nutriente mas os dados de escassez do fósforo (o chamado "Pico do Fósforo") que apresentam batem certo com os inventários oficiais da indústria. A par do petróleo, mais um pilar essencial da agricultura industrial que fica mais caro nos próximos tempos.

The Atlantic: "Why are farmers flocking to manure?" 

O Gene Logsdon, autor do que é provavelmente o melhor blogue de agricultura do mundo e autor do, entre muitos outros,  eloquentemente entitulado "Holy Shit: Managing Manure To Save Mankind", escreveu um artigo que começa com um premissa inicialmente irónica: e se no futuro próximo o estrume fosse uma das commodities mais valiosas da bolsa de Chicago? Ultrapassando os preconceitos académicos e culturais face ao estrume e a sua produtividade pode ser que agora se possa retomar o caminho racional em vez de continuarmos com o ciclo linear de resíduos e ETARs agrícolas (vulgarmente conhecidas como "rios").


Energy Bulletin: "Tracking U.S. farmers’ supply of nitrogen fertilizer"

O Energy Bulletin, que se dedica ao estudo do uso de recursos na economia global, foca aqui a dependência dos EUA da sintetização de Amónia a partir de gás natural, do qual se obtém outro dos três macro-nutrientes, o Nitrogénio. Neste caso o problema  é o inverso do fósforo- os preços em queda do gás natural e as importações baratas têm eliminado a margem de lucro desta indústria, a par do facto de ser a forma de poluição industrial mais multada, por contaminação de água e solos por sobre-fertilização, a principal causa das eutróficas Zonas Mortas.

Apontadores [I]

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Público:"Portugueses comem carne e pescado a mais e hortícolas e leguminosas a menos" 

Portugal é hoje um país que ingere quase o dobro das calorias recomendadas, adoptando a pirâmide alimentar invertida de outros países mais desenvolvidos que enche cada vez mais alas de Cardiologia pelo mundo fora. Boas notícias: sobe o consumo de aves e o azeite mantém-se como rei. Más notícias: O nosso hábito de comer peixe mergulhou, e alguém anda a fugir à sopa.

Guardian: "Dwindling biodiversity raises disease risk in humans, study finds"

Mais uma peça evidente na defesa dos serviços da biodiversidade, para além dos óbvios prestados à agricultura e possivelmente mais um passo para que se valorizem também o trabalho de pessoas que zelam pela sua manutenção. A Biodiversidade presta dois "serviços de saúde": um passivo, com o controlo de espécies que lhe é inerente e outro activo, uma vez que na sua variedade estão os segredos da medicina.

BBC: "Russia's Permafrost Not so Permanent Anymore"

Basicamente 60% da superfície do maior país do mundo é um sumidouro onde estão presos 80 biliões de toneladas de metano, o mais poderoso dos gases de estufa. Agora que descongela e se libertam todos os gases presos no solo vão-se formando lagos enormes todos os anos e as emissões aumentam exponencialmente. As opiniões dividem-se sobre se se está a assistir ao nascimento da maior superfície de cultivo de cereais do mundo ou ao mega-evento geológico que vai definitivamente causar uma espiral de colapso climático para além da nossa capacidade de adaptação.

SEWA: "A movement to transform women’s lives in India and beyond"

 

Numa formação de Educadores Ambientais falava-se de desenvolvimento, agricultura e sobre-população e disse na altura que a medida com maior peso individual para abordar todos estes problemas é melhorar o acesso das mulheres destes países ao emprego, sistema político e educação e também à posse de terra porque não é possível ter planeamento familiar e prosperidade quando 50% da população está impedida de participar. Toda a sala, sem excepção, estourou de riso, perante a minha estupefacção completa, que se prolonga até hoje, excepto quando leio estes relatórios que confirmam o que me parece óbvio.

Grist: "Today’s DIY women: Post-‘domestic’?

As mulheres mais "autónomas" e "independentes" de hoje são aquelas que mais objectos e tarefas domésticas conseguem fazer, muitas delas são coisas que nem as avós alguma vez aprenderam. Conhecendo a onda "neo-rural" que atravessa os EUA devo dizer que os blogues mais interessantes, as quintas mais inovadoras, os talentos mais impressionantes são quase sempre de mulheres, mas de longe. Cara Simone de Beauvoir: estas mulheres fazem posts sobre Asimov e depois vão ajudar a parir um carneiro.