Trajes pagãos na Europa Contemporânea
TV Rural [XX] : Algumas Reportagens em Portugal
"Os novos Agricultores"
Com o Pedro Rocha da Raízes, cujos produtos podem provar também na Casa da Horta (visitem-nos em Gaia e no Porto, tudo malta excelente!)
"A Agricultura em Portugal"
Um breve panorama geral da produção agrícola em Portugal, importante escutar a Maria António Figueiredo, que tem feito um excelente trabalho no OMAIAA
"O Mel em Portugal"
Mais um pequeno retrato da produção apícola no país, que irá nos próximos anos conhecer algum crescimento com a geração Proder, ver por exemplo as colmeias tradicionais feitas pela Timberbee
"Famílias Portuguesas Regressam ao Campo"
Mais uma reportagem leve com a intenção de focar mais o aspecto de mudança de rotina do que dar um retrato do chamado regresso ao "campo", que ainda é estatísticamente irrisório apesar do mediatismo
"De Sol a Sol"
Herdeiro do mítico TV Rural, um programa que foca tematicamente e com algum interesse um tema específico em cada episódio
"Celestino Santos deixou carreira como repórter fotográfico e tornou-se criador de galinhas"
Conheci o Tino, produtor de ovos biológico e dono da empresa Ganda Pinta, no meu último anfitrião WWOOF. Os ovos dele podem ser comprados no Mercado da Ribeira em Lisboa na loja do Freixo do Meio.
Um debate interessante sobre os mitos e realidades acerca das oportunidades e potencial da agricultura
18.4.13
Truísmos [XX]
"The less I needed, the better I felt"
Charles Bukowski "Let it unfold you"
(de assinalar que poucas pessoas serão menos bucólicas que o CB, mas em vez de uma das milhares de imagens dele a beber escolhi esta num raro acto de jardinagem (?) por motivos manifestamente contextuais)
16.4.13
Apontadores [XIX] : Consumo Cooperativo
Relacionado
Voltámos ao tempo das trocas sem dinheiro
A Rede Barter organiza trocas de serviços entre empresas através de um sistema de créditos, sem dinheiro, mais uma tipologia de partilha de recursos que não conhecia
Este supermercado é gerido por votação e os clientes também são donos
Uma cooperativa de consumo da Marinha Grande que paga sempre acima do ordenado mínimo, sem horários esmagadores e ainda apoia os produtos nacionais com preços comparáveis aos dos hipers
The People's Supermarket: where even the smell of baking bread is genuine
Neste supermercado os membros são também donos, pagam a mensalidade com trabalho no supermercado, não vendem produtos que não sejam locais ou saudáveis, não desperdiçam nenhum produto e têm um restaurante cooperativo
Cooperativa comunitária: nos Estados Unidos, apostar em produtos locais compensa
Este é um modelo há muito comum em vários países e que vai aparecendo em Portugal, a eliminação de intermediários torna mais competitivos produtos de alto valor acrescentado
Co-operative Businesses Are Booming in Tough Times
Co-operative Businesses Are Booming in Tough Times
As dificuldades inerentes a crises económicas, somadas à facilidade que as pessoas têm em associá-las aos seus verdadeiros responsáveis, levam a uma oportunidade para os negócios baseados na comunidade
Entrepreneurs of cooperation
A espantosa história de como as cooperativas de consumo sustentaram comunidades inteiras durante a grande depressão e foram depois ilegalizadas ou impedidas de operar por causa de pressões políticas durante a Guerra Fria. Não é preciso reinventar a roda!
To Build a Community Economy, Start With Solidarity
A soliedariedade é algo muito diferente da caridade. Uma é horizontal, a outra é vertical. Importa imbuír todos os serviços de espírito solidário, perdido durante as últimas décadas para o consumismo e individualismo, que agora se revela auto-destrutivo.
To Build a Community Economy, Start With Solidarity
A soliedariedade é algo muito diferente da caridade. Uma é horizontal, a outra é vertical. Importa imbuír todos os serviços de espírito solidário, perdido durante as últimas décadas para o consumismo e individualismo, que agora se revela auto-destrutivo.
15.4.13
Habemus Ager!
Após meses de procura, negociação e muita espera tenho o meu próprio espaço, graças também à generosidade e abertura de quem o cede.
Estou tão contente como aterrorizado, mas espero que nos próximos anos consiga materializar muito do potencial que vejo neste lugar e algumas das coisas que defendo em relação a alimentação, agricultura e comunidade. Vou procurar colocar aqui o progresso das coisas.
Inspirar, expirar e mãos à obra!
10.4.13
Encontrar Terra
Tendo crescido num subúrbio no seio de uma família sem qualquer ligação ao mundo rural, o que é relativamente raro em Portugal, encontrar um lugar tornou-se incrivelmente difícil, apesar de por todo o lado ver solo agrícola subaproveitado ou mesmo não utilizado que parecia troçar da minha condição de desterrado, que está prestes a alterar-se.
Como algumas pessoas devem de certeza passar pelo mesmo, deixo algumas dicas, tendo em conta a salvaguarda de existirem imensas especificações para cada situação. No meu caso procurei no Minho, no mínimo um hectare contíguo numa região onde domina o minifúndio, e o objectivo era arrendar.
Alguns critérios para definir as zonas a escolher:
- Definir as necessidades gerais em termos de características de área e endafoclimáticas para as culturas escolhidas, em termos de altitude, pluviosidade, composição geral dos solos da região, entre outras
- Determinar que áreas são logisticamente mais viáveis e que estão próximas de pontos onde posso publicitar e vender os meus produtos e/ou onde existe um mercado local próximo que absorva os produtos e serviços (neste caso entrepostos e cooperativas agrícolas e uma cidade por perto)
- Encontrar locais onde já sejam produzidas culturas idênticas ao que pretendo produzir e onde existe apoio técnico e material ao tipo de actividade que quero desenvolver
- Encontrar que áreas têm aspectos interessantes do ponto de vista da valorização da produção, como produtos DOP ou IGP que interessem, se são áreas identificadas com dada produção de qualidade ou consideradas como Zonas Desfavorecidas (para âmbito de candidatura a apoios).
- Definir que valores se podem pagar pelo arrendamento (ou compra, se for o caso) e que atenuantes podem valorizar mais ou menos dado local, como despesas quotidianas de deslocação e habitação
- Definir que locais são interessantes para desenvolver a vida quotidiana local
Ser proactivo:
- Coloquei anúncios em papéis A5 com o que procurava e contacto em cooperativas, juntas de freguesia e cafés junto das áreas que me agradaram. Tive muitas chamadas interessantes mas por acaso não encontrei desta forma
- Circulando bastante e com os olhos abertos por toda a região de interesse, ao encontrar um local possível procurar o proprietário através dos vizinhos. "Melgar" sem descanso até obter uma resposta concreta, sendo totalmente transparente e assertivo com os objectivos
- Recorrer a pessoas que conheçam muitos proprietários numa região, como são os engenheiros da cooperativa ou que façam projectos de investimento na zona, as pessoas que normalmente fazem limpezas de terrenos (normalmente feitos por propietários ausentes de quintas) ou outros.
- Não rejeitar à partida possibilidades oferecidas por amigos de amigos ou familiares distantes que têm propriedades na família ou desafiá-los a utilizar esses espaços produtivamente.
- Apesar de serem raros, averiguar se o concelho da área de interesse tem uma iniciativa de Bolsa de Terras
- As imobiliárias NÃO são um bom meio de encontrar terrenos agrícolas a preços verosímeis, mas não custa ver um site agregador de ofertas para ver se existe algo
Problemas mais comuns são normalmente porque o proprietário:
- Não quer arrendar porque considera que "fica depois sem o terreno", porque "você depois nunca mais sai"
- Vai arrendando informalmente mas não quer assinar qualquer contrato
- Quer um valor irrealista para a renda ou não admite um prazo razoável (o mínimo legal são 7 anos)
- Não tem o imóvel em situação regular ou está a meio de um processo de partilhas
- Não se sabe sequer quem é o proprietário legal ou onde se encontra (muitas vezes emigrado)
As soluções possíveis são:
- Demonstrar que um contrato de arrendamento protege ambas as partes
- Que não faz sentido arrendar sem rentabilizar e o valor das rendas está tabelado (no meu caso a média pedida, para condições muito variadas, foi de 500€/ha/ano)
- Há que verificar dívidas, descrição e proprietário nas Finanças antes de qualquer compromisso
- Alegar que tirar algum rendimento e manter o terreno limpo e vedado já é um "lucro" do arrendamento
Boa caçada!
8.4.13
Waldenomania [XI] : Ficção científica, ficção bucólica

3.4.13
Ratinho por uns tempos [IV]
Nesta primeira quinta onde fui "ratinho beirão" ou "caramelo de ir e vir" os meus anfitriões de raízes estrangeiras despertaram-me a curiosidade inicial tanto pelo enorme conhecimento que têm do mundo que os rodeia e do qual de facto dependem absolutamente como pelas maravilhosas contradições do seu estilo de vida, que por sua vez salientam as contradições do estilo de vida praticamente oposto, que praticamos na nossa maioria, se quisermos ser auto-críticos.
Não entendo estas contradições como uma fraqueza nas suas motivações, especialmente se se tiver em conta que os objectivos originais, conscientemente ou não, eram (são) admissivelmente idealistas e provocadores e acho até que está precisamente aí o seu valor - em viver intencionalmente e com um objectivo alheio a qualquer expectativa externa.
Que contradições relativas são estas? Querem a liberdade total dos patrões e do escritório mas não há patrão mais exigente e inclemente que a pecuária, onde a liberdade vai até onde a limpeza dos recintos, alimentação das crias e risco de mastites deixam ir.
Querem a independência total de uma economia baseada em combustíveis fósseis mas é impraticável ter uma queijaria legalizada sem instalações eléctricas e geradores, o que leva ao paradoxo (cruel para o wwoofer mimado) de existir luz e aquecimento na queijaria mas não em casa.
Foi este ideal de auto-suficiência que esteve na origem da mudança para Portugal, com a sua terra barata e longa época produtiva. Durante algum tempo viram este país só através destas características, até descobriram que facilmente passariam fome sem a ajuda dos vizinhos portugueses, com os quais têm agora uma relação amistosa, baseada também na troca de produtos e serviços.
Muitas das pessoas que os ensinaram a arranjar porcos e borregos, a plantar as culturas mediterrânicas e a adaptarem-se à cultura estão hoje idosos, mas têm uma retribuição porque bastantes baldios da envolvente são limpos por estes estrangeiros. Através dos pelo menos 4 terrenos com milho (quase 4 hectares ao todo) que lhes são cedidos e, porque pouco dinheiro têm ou querem ter, trocam muito com os vizinhos, especialmente o requeijão e a carne que não podem vender através da queijaria.
E assim de repente a auto-suficiência heróica foi substituída pela descoberta mais humilde e valiosa da interdepência de todas as coisas e pessoas.
28.3.13
Perder várias horas...
... a ver um dos melhores sites que já vi, que não acredito que só descobri agora.
Impossível escolher uma ou duas imagens porque absolutamente todas as galerias são geniais, é importante reservar algum tempo para ver com atenção!
Impossível escolher uma ou duas imagens porque absolutamente todas as galerias são geniais, é importante reservar algum tempo para ver com atenção!
21.3.13
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