St. Matthew Island

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Esta história em banda desenhada de Stuart McMillen é das melhores parábolas sobre sustentabilidade que já li, ultrapassando em eloquência muitos tratados de economia sobre o tema. Leitura obrigatória.

Apontadores [VI] : Paisagens

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Rewilding Europe
Este é um projecto europeu com sede na Holanda que tem como objectivo promover a implementação de áreas de vida selvagem sob o conceito de "wilderness", o que pode implicar uma gestão gradual do abandono agrícola no sentido de recuperação da paisagem "selvagem".
Isto significa necessariamente que valores paisagísticos e de biodiversidade associados à actividade agrícola e florestal são substituídos por outros em lugar de existir uma degradação em que nenhum destes sistemas exista, que é a parte polémica do projecto.
Uma das 5 áreas-piloto é a zona transfronteiriça que engloba também o Parque Natural do Douro Internacional.

Associação criou no Vale do Côa a primeira área protegida privada do paísEsta notícia já vem com atraso mas a ATN (ver barra lateral) é mesmo a pioneira numa forma de actuação que parte de cidadãos para a protecção do território, bastante comum por outros locais. Também bastantes actividades interessantes, de passeios a interacção com fauna agrícola e selvagem até contribuições directas dos associados para a actividade da associação.  LPN também gere uma zona protegida em Castro Verde.


Floresta do Minho
Mais uma nova ONG do ambiente dedicada à floresta (temos também o Plantar Portugal e o Criar Bosques, ambos bastante recentes).  Pretende constituir um viveiro próprio e intervir mais com base de voluntariado e cooperação com autarquias. Seria interessante se cada câmara tivesse uma iniciativa anual de voluntariado coordenada por estas ONGs para limpeza, controle de combustível e invasivas e plantação durante o ano, acompanhada de campanhas de sensibilização.


Conservação de Habitats Prioritários nas Montanhas do Norte de Portugal
Este é mais um projecto LIFE desta vez da Quercus, que vai intervir em áreas de Rede Natura do Norte de Portugal, nomeadamente Serra de Arga (região biogeográfica Atlântica), Serra de Montemuro e Alvão-Marão (região biogeográfica Mediterrânica). Por enquanto está na fase de levantamento.


Propriedade agrícola reconhecida pela diversidade de aves
A SPEA reconheceu a Quinta de Zom, em Freixo de Espada à Cinta, pela sua extraordinária diversidade de aves. Esta propriedade de 90ha, localizada em pleno Parque Natural do Douro Internacional, possui mais de 60 espécies de aves, que dependem dos habitats naturais da quinta e de uma gestão agrícola favorável.

Paredes de Coura planta 5000 árvores e Ponte de Lima compensa produtores em área protegida
Duas das minhas Paisagens Protegidas favoritas (e quase vizinhas) são alvo de duas iniciativas diferentes por parte das respectivas Câmara Municipais: Corno de Bico reforça a sua floresta autóctone e as Lagoas de Bertiandos vão passar a beneficiar os produtores da zona que apostem em produção que apoie a bio-diversidade.

Os pássaros gostam de Arquitectura?

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 O hábito milenar dos humanos de ter o seu próprio coro alado continua até hoje, com toneladas de cereais destinados a aves que não põem ovos ou não produzem carne para comer, mantidas num espaço equivalente a uma televisão e por vezes capturadas ilegalmente noutros países.
Diminuindo o hábito de conservar criaturas migradoras ou que normalmente dispõem de territórios num singelo recipiente de plástico e aço, muitos se satisfazem ou conformam com as espécies locais que vivem em liberdade, encorajando a sua presença para que sejam ouvidas e vistas, usando as familiares "casas de pássaros" (não como a partida maquiavélica da imagem ao lado).
Mas a maioria das aves que frequentam zonas urbanas em Portugal não precisa de uma "casa" mas de menor pressão ambiental, refúgio e alimento. Para garantir um coro privado basta ter por perto uma boa massa de arbustos e árvores, a ausência de gatos (maior repelente de aves) e algum alimento e água (facultativo). E já está, sem aventuras na nano-construção.

Os cantos de alguns "solistas" mais comuns em Portugal, observáveis quase todo o ano num passeio silencioso e sem pressa, mesmo num parque ou jardim urbano:

Pisco de Peito Ruivo
Melro-Preto
Rola-Turca
Tentilhão-Comum (com uma rola a passar)
Milheirinha
Verdilhão
Pintassilgo

Uma notícia relacionada com o tema: a Câmara Municipal do Seixal, perante a ameaça da processionária-do-pinheiro a estas árvores criou um programa de reforço de habitats para o chapim-real (essa sim um espécie que habita "casas" introduzidas por humanos), distribuindo casotas pela população, com consultoria especializada. Este predador natural das lagartas por sua vez também reforça a cadeia alimentar das aves de rapina da região. O chapim também tem um canto agradável, e imita por vezes o canto de outros pássaros.

TV Rural [VI] : Ensuring the future of food

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Ainda a propósito deste tema o Ministério da Agricultura japonês fez uma campanha pela soberania alimentar do país, baseada no pressuposto de pedir ao seus cidadãos que optem mais por uma dieta tradicional com produtos nacionais, dada a extrema dependência do Japão em várias vertentes.
Tanto a mensagem como o design estão muito bem conseguidos (faz lembrar o vídeo do Remind Me).

Hortas Comunitárias em Portugal [V] : Hortas do Museu do Traje

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Génese:
Lisboa, Museu Nacional do Traje, aproveitando pequenos lotes integrados no Parque Botânico Monteiro-Mor

Área / Nº de participantes:
Total de 3000m2, talhões com áreas variáveis, actualmente com 26 ocupantes (100%).

Objectivos:

Rentabilização de espaços desactivados do jardim botânico, ocupação de tempos livres

Sítio da Internet:

Sítio Oficial, Notícia JN

Notas: 

Partindo da iniciativa do Museu do Traje, dividiu-se parte da área do jardim para cultivo de talhões por privados através de um pagamento de renda mensal (água de rega incluída), a que acrescem serviços pagos de jardinagem, a pedido (escavação, rega, etc). Esta tipologia de pequeno espaço arrendado é mais comum mesmo nos modelos institucionalizados de outros países (alguns com rendas bastante altas).

Beans are Bullets, Potatoes are Powder

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O slogan do título foi usado numa das agressivas campanhas em prol da auto-produção por parte dos países anglófonos durante a 2º Guerra Mundial, que se estendeu por outros meios, como os cartazes que agora aparecem cada vez mais sempre que se fala de locavorismo ou de alimentação sustentável (e que tiveram aqui uma actualização).
Este é um dos melhores e mais convincentes exemplos de design de intervenção, sem grandes devaneios pictóricos e bastante denso em informação (adoro o "Please Post Conspicuously") e as variedades escolhidas obedecem criteriosamente ao máximo de valor alimentício na menor quantidade de espaço de cultivo.

Um embargo a importações alimentares causado por uma guerra é uma situação agora bastante invulgar por estas bandas e algo que associamos a tempos mais bárbaros em que era verosímil um conflito em grande escala à nossa porta, mas foi o único verdadeiro desafio que alguma vez se colocou ao modelo de agricultura industrial da "revolução verde".
No fundo foi um duplo desafio: as economias de escala que apoiam este tipo de agricultura revelaram-se dependentes de um mercado global, baseado na livre troca e transporte de bens, e a intrínseca complexidade laboral e enorme dimensão estrutural deste modelo mostraram-se incapazes de se adaptar a uma realidade de escassez de recursos (desviados para a máquina de guerra) e de descentralização da produção.

Basicamente, como em vários aspectos de outras indústrias, foi preciso fazer muito com pouco e em pouco tempo ideias totalmente estranhas à época (e que ainda hoje fazem franzir muitos sobrolhos), foram recuperadas ou inventadas de raiz.
Nasceu assim a primeira campanha de partilha de boleias, a primeira campanha de recuperar vestuário, a primeira campanha de material de escritório (!) e, obviamente, a primeira campanha de produção própria de alimentos nos quintais e jardins (acompanhados da conservação).

O título dramatiza o que era o verdadeiro "segundo teatro de guerra" do conflito, travado nas cozinhas e quintais, exprimindo a constante pressão logística para abastecimento da população e exército.
Quando falhou o modelo vigente de produção agrícola, cujas vulnerabilidades mencionadas acima aumentaram exponencialmente nestes 60 anos que passaram, os feijões foram balas e as batatas, pólvora.

Apontadores [V]: Portugal, dependência agrícola e soberania

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Sector Agrícola Português perdeu meio milhão de hectares em 10 anos

"A agricultura portuguesa conheceu, nos últimos dez anos, um claro processo de ajustamento estrutural, com a área média das explorações a aumentar 2,5 hectares, o que potencialmente as torna mais competitivas. Mas, no mesmo período de tempo, o território dedicado à prática agrícola recuou em quase meio milhão de hectares, o que não deixa de ser preocupante, dada a forte dependência externa de Portugal em produtos alimentares."

Verdes alertam para "grave dependência" nacional a nível alimentar

"A deputada ecologista alertou hoje para a “grave dependência” nacional a nível alimentar, que implica um custo anual de quatro mil milhões de euros, defendendo a obrigatoriedade de as grandes superfícies comerciais venderem produtos nacionais. Mas o Parlamento, com os votos contra do PS, chumbou a proposta."

Sector dos cereais com quebra de 40% no valor da produção em Portugal


"A campanha cerealífera de 2009 é para esquecer. O volume de produção caiu cerca de 23 por cento face ao ano anterior, mas o valor final do produto colhido apresenta um recuo ainda mais significativo - a rondar os 40 por cento - fruto de uma quebra de 21,4 por cento no preço."

"Reserva Alimentar deve ser prioridade política"


"Portugal deve dar prioridade política à constituição de uma reserva alimentar, defendeu hoje o presidente da AICEP, Basílio Horta, alertando para o aumento dos preços a nível internacional e para a elevada dependência face ao exterior."

Portugal cada vez mais dependente do exterior para comer


"Andámos anos a fio a desincentivar o investimento na agricultura em geral e nos cereais em particular, porque dominava a ideia de que podíamos comprar tudo ao exterior. É verdade, assim como também o é o desequilíbrio na balança comercial dos produtos agrícolas, que ronda os €3000 milhões anuais", sublinha António Serrano, ministro da Agricultura."

Portugal é muito vulnerável à oscilação de preços dos alimentos


"A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) revelou na quarta-feira que o índice de preços dos alimentos aumentou, pela sexta vez consecutiva, em Dezembro. “Se somos muito dependentes, somos muito vulneráveis a qualquer aumento de preços que haja ao nível do mercado internacional”.

Portugal vai ter de pagar mais para garantir alimentação 

"Temos de importar mais de 60 por cento da carne que consumimos, deixámos de ter produção de açúcar e só há pouco tempo começámos a plantar olival. E temos de importar praticamente tudo o que consumimos em matéria de cereais, até mesmo para alimentar o gado nacional. Nos últimos dez anos, o défice da nossa balança comercial alimentar disparou 23,7 por cento."

O que mais exportamos? 

"Tomate, batata, cenoura e couves são os produtos hortícolas mais exportados por Portugal, mas o país continua a ser "altamente deficitário no sector horto-frutícola". O caminho para combater o desequilíbrio entre exportação e importação é o Estado português "aumentar a produção em áreas agrícolas abandonadas" e "criar produtos com valor acrescentado".

Album [V]

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Apontamentos [II]

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Ando a ler o novo Recenseamento Agrícola e mais não digo para não entrar em assuntos deprimentes, para não dizer catastróficos. Algumas curiosidades mais neutras, tiradas daqui:

-Em Castro Verde as explorações agrícolas têm em média 156 hectares mas na Pampilhosa da Serra não vão além de 1 hectare;

-Na Maia praticamente toda a SAU é irrigável (97%) enquanto que em Barrancos quase não existe regadio
(0,1%);

-Em Caminha ¾ dos produtores agrícolas são mulheres e em Porto Santo estas não ultrapassam os 4%;

-Em São Brás de Alportel os produtores têm em média 70 anos e em Santa Cruz das Flores são 20 anos mais novos (Açores tem os agricultores mais novos do país);

-Montemor-o-Novo apresenta a maior percentagem de produtores com habilitações ao nível do ensino
superior;

-Odemira tem a maior percentagem de explorações agrícolas que se dedicam a actividades ligadas ao turismo no espaço rural;

-Moura tem o maior número de explorações com aproveitamento de energias renováveis;

-Em Vila do Conde existem mais de 2 tractores por exploração enquanto que na Madeira existe apenas um
tractor em cada 60 explorações;

-Em Chaves uma em cada 5 explorações tem efectivo asinino;

-Ponta Delgada e Barcelos têm o maior efectivo de vacas leiteiras.

- A agricultura biológica é 3% da áreas agrícolas (abaixo do nível de consumo que é de 5%), para uma média europeia de 4%. Isto está a milhas dos 20% da Itália e Espanha,e se somarmos os produtores tradicionais/DOP aos italianos são mais de 50% (!)

Are you local?

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Modelos como as CSAs estão em crescimento em alguns países, com a emergência de correntes díspares: procura de variedades e produtos menos comuns; preocupação com gastos energéticos com transportes; inclusão económica de pequenos produtores, etc.
Colectivamente estas considerações têm vindo a assumir a designação de "locavorismo", embora as prioridades ainda sejam pouco consensuais.

Sendo de certa forma relativa a questão da energia (maior parte da energia gasta nos alimentos é gasta em casa, assim como a maioria dos desperdícios) e bastante circunscrita a questão gastronómica (mais próximo nem sempre quer dizer melhor) acho bastante pertinente a vertente socio-económica e também ambiental, uma vez que transporte e refrigeração ainda têm algum peso nas emissões mas sobretudo se se tiverem em conta produtos e modos de produção de baixo impacto e/ou de suporte à paisagem e biodiversidade.

Nada impossibilita que os hipers apoiem este tipo de produção, inclusivamente comprando a CSAs locais (como a Whole Foods) mas o problema passa a ser um de escala, o que suscitou duas reacções bastante interessantes em dois casos nos EUA e em Portugal que permitem ultrapassar esta questão:

A mega-cadeia de retalho Wal-Mart anunciou que vai reduzir a sua cadeia de abastecimento, passando a fornecer-se da produção agrícola local:
http://www.nytimes.com/2010/10/15/business/15walmart.html

A Jerónimo Martins vai criar uma marca de comércio de rua, que nada impede que tenha também uma cadeia de abastecimento mais reduzida e que apoie oferta dos centros urbanos:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=465617

Estes dois exemplos não excluem a possibilidade de coordenação com um modelo cooperativo organizado (não sendo necessariamente uma CSA), com vantagens para produtores e consumidores, para além da comercialização directa- em São Miguel uma cooperativa de produtores de carne tem o seu próprio talho e restaurante (bastante famosos) e em Barcelona cooperativas de produtores de hortícolas têm "marcas" e bancas próprias.
Muitos mercados têm mercearias e outras lojas, que lhes dão uma abrangência de necessidades capazes de competir com hipers, se se somar também a sua localização tendencialmente central nas cidades, vantagem que se transformou hoje em desvantagem, situação que ainda pode ser revertida.
Basicamente, existem aqui pontes para conciliar os interesses de todos, se houver uma convergência de alterações:

- Se os consumidores valorizarem mais a produção nacional e local, reconhecerem valor nalguns produtos tradicionais e alimentação "na época", e frequentarem mais os mercados ou comércio de rua- tendência tímida mas crescente

- Se os hipermercados verem vantagens comerciais (logística, ambiente, "premium" social) em reduzirem a sua cadeia de abastecimento e/ou tipologias de loja, como evidenciado por estes exemplos

- Se produtores agrícolas forem capazes de apostar em formas de organização da sua produção que lhes permita concorrer ao nível do comércio local, seja em grandes superfícies e/ou com marcas próprias em mercados e lojas cooperativas e contribuir para o aumento do seu poder negocial e remuneração.

São indícios positivos de outras formas de comprar de forma social e ambientalmente responsável, mais equilibradas do a actual situação que se polariza entre a situação difícil de obter conhecimento de vários produtores deslocalizados e longe dos grandes centros de consumo e a massificação deslocalizada de produtos e abastecedores que exclui ou é apenas limiarmente compensatória para muitos produtores.

Truísmos [VII]

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"Porque não preservamos somente aquelas espécies de que precisamos, deixando as outras extinguirem-se, já que é esse o seu destino final, como o foi para milhões de outras?
 

(...)

Para considerar este assunto basta colocarmo-nos três questões: 

Que dez espécies de árvores produzem a maioria da polpa de papel do mundo? 
Para cada uma dessas dez espécies, quais são as dez espécies de aves que se alimentam da maioria das suas pragas de insectos, as dez espécies de insectos que polinizam a maioria das suas flores e as dez espécies de animais que mais espalham a maioria das suas sementes? 
De que outras dez espécies dependem respectivamente cada um dos animais, insectos e aves que foram mencionados anteriormente?

Teríamos de ser capazes de responder a cada uma dessas questões impossíveis se fossemos o presidente de uma companhia madeireira que procurasse decidir que espécies se poderia dar ao luxo de permitir que se extinguissem."


O valor da biodiversidade por Jared Diamond em "The Third Chimpanze"

Hortas Comunitárias em Portugal [IV] : Hortas do Ingote

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@JN
















Génese:
Coimbra, Bairro do Ingote por CM de Coimbra, Escola Superior Agrária de Coimbra e Junta de Freguesia de São Martinho do Bispo em 2004, aproveitando pequenos lotes de terreno municipal num bairro habitacional

Área / Nº de participantes:
25 talhões de 150m2, 3750m2, ocupação 100%, expansões anunciadas

Objectivos:

Complemento do rendimento familiar pela subsistência, aproveitamento e cuidado de espaços residuais em habitação camarária, construção de comunidade

Sítio da Internet:

Notícia JN 1, Notícia JN 2

Notas: 

Um dos primeiros projectos camarários com preocupações sociais e económicas, salientando a boa manutenção de espaços comuns em bairros camarários pela produção hortícola. Expansões análogas semelhantes anunciadas 4 novas expansões noutros bairros da cidade.

Apontamentos [I]

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A empresa de consultoria agrícola Motivos Campestres realizou um Mini-Curso de Nutrição Vegetal em Agricultura Biológica, onde falou do tema e apresentou produtos de um empresa dedicada a este negócio
Para além dos aspectos mais técnicos e específicos desta área, houve bastante informação interessante mais dispersa por outros temas:

- A Oliveira de variedade "Cobrançosa", autóctone é bastante rústica e imune a doenças, necessitando apenas de algum reforço em cobre no solo. A variedade autóctone "Borrenta" é muito mais vulnerável.

-A melhor rotação para a Batata em Portugal é de 6 anos, com uma plantação bem cedo, protegida da geada (por causa do míldio), de forma a ganhar o mercado fora-de-época

-Soluções de agricultura de pequena-média escala: fugir às épocas de massificação de grandes produtores (temporã e tardia); produção cooperativa sob uma marca; focar produtos de valor acrescentado ou culturas mais invulgares (mirtilo, castanha)

- Solos portugueses têm uma PH sobretudo ácido, precisando de uma mistura de calcário e magnésio (+ boro), parte das carências da planta são avaliadas pela análise das folhas

- Se um composto tiver menos de 15% de nutrientes é matéria orgânica, se tiver mais de 15% é um adubo orgânico

- O estrume é essencial para construir a estrutura do solo, especialmente numa fase inicial, mas ter cuidado com o seu consumo de azoto

- Como os cavalos não são ruminantes o seu estrume não elimina as sementes, precisando de ser curtido ou enterrado por períodos mais longos

- Cuidado com o que se compra com a designação de guano porque como é uma mistura pode ter componentes não decompostos, resíduos de aviário, composição irregular, etc.

- Uma análise de solo é um excelente investimento, custa 30€ e dura 5 anos, dando dados imediatos para correcções se o diagnóstico for bom

- O estrume pode acabar por ser caro porque do seu peso total 70% é água (fresco), se estiver seco melhora imenso a capacidade de retenção de água, se estiver fresco num clima húmido pode atrair doenças

- Na floração de plantas nunca se deve ter aplicações de produtos ou qualquer outra operação

TV Rural [V] : Open Source Ecology

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Global Village Construction Set in 2 Minutes from Marcin Jakubowski on Vimeo.

Um projecto que junta técnicos de várias áreas para desenvolverem máquinas, técnicas e instrumentos que façam a ponte entre o melhor da agricultura e construção do passado e as necessidades do presente.
Os resultados são partilhados gratuitamente online.

Apontadores [IV]: Gaba-te Cesta, Que vais à Horta

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Apontadores sobre Hortas Urbanas, a actualizar progressivamente 

 

 

Horta dividida por três dá 500kg de batatas


"O pedreiro nunca se deteve a calcular quanto poupa com a horta mas sabe que "ao fim do ano ajuda muito". Para Emílio a horta serve um segundo propósito: matar saudades dos campos da sua aldeia, em Vila do Conde, que deixou para trás há mais de 30 anos."

Isto dá de tudo durante todo o ano

"Beatriz Gonçalves foi mãe e, quando queria regressar ao trabalho de administrativa, estava despedida. Solidariedade e justiça do Portugal precário, que ataca o espírito e o rendimento familiar. No Castelo da Maia, uma nesga de cem metros quadrados na horta de subsistência dá-lhe algum alento."


Hortas urbanas aliviam a crise

"Será a crise nas mãos de cada cidadão capaz de pegar numa enxada e de amanhar a terra? As hortas comunitárias e biológicas, que surgem por todo o país, não serão o milagre das tesourarias domésticas, mas é certo que fazem muito bem aos espíritos."


Se não fossem as hortas não tinham que comer

"Cebola, batata, tomate e feijão verde são alguns dos produtos cultivados nas hortas urbanas do concelho do Seixal, que totalizam já 644 núcleos espalhados por 54 hectares. A maioria dos hortelãos pratica esta actividade para alimentar a família."


Um pequeno oásis dentro do Balteiro

"José e Clarice é que nunca conseguiram esquecer o bichinho da agricultura. Quando se reformaram tiveram uma ideia: usar um separador de estrada, junto à escola, para fazer pequenos cultivos. E criaram um pequeno paraíso dentro do Balteiro."


Gado e Hortas essenciais nas cidades

"São as nossas origens agrícolas, que, infelizmente, estão tão esquecidas. A agricultura urbana deveria ter integração obrigatória no planeamento urbano, e o gado e a pastorícia são peças fundamentais nesse processo"

  

"As pessoas que estão instaladas na cidade nunca iriam aceitar essa mudança para o ambiente rural, isto porque a maior parte dos lisboetas vêm de famílias que sofreram misérias no meio rural e, por isso, não iriam aceitar dar esse passo atrás"

Hortas urbanas conquistam terreno em Portugal 

 

"Com origem em grande parte na migração rural, estas hortas foram nascendo do improviso e da vontade de ocupar o tempo mas, actualmente, começam a ser encaradas pelas autarquias como forma de intervenção ao nível da sustentabilidade do meio ambiente ao possibilitar a proliferação dos espaços verdes"

Horta da Junta de S. Victor dá ajuda no campo social 

"São alguns (poucos) metros quadrados que acolhem uma horta biológica, no quintal da Junta de Freguesia de S. Victor, Braga. O resultado da venda dos produtos reverte para o projecto SA de apoio aos sem-abrigo."

 

Horta Urbana provoca críticas dos socialistas 

 

“O PS considera absurda a ideia de criar neste espaço uma horta, pelo seu valor cultural e localização. A melhor medida seria tornar este espaço visitável e encontrar uma solução para o projecto da horta em solos agrícolas, nomeadamente no Patacão, onde a Câmara de Faro detém terrenos”


Quinta agrícola cultivada por pessoas com deficiência distinguida com Prémio 

 

"A Oficina Agrícola do Centro de Apoio a Deficientes do Alto Tâmega surgiu em 2004 como um projecto pioneiro no distrito de Vila Real. Munidos de sacholas, 11 utentes com necessidades especiais, que pouco falavam uns com os outros, aprenderam a trabalhar a terra."


Cidadãos criam espaço para agricultura não convencional no centro do Porto

"Movimento pretende aproveitar terrenos abandonados para fazer agricultura sem recurso a químicos. Qualquer pessoa pode cultivar um lote no centro do Porto sem qualquer custo."